quinta-feira, 25 de julho de 2024

FALANDO NO DIABO: Lucas Oli (aka. NVV + Blvck)


Lucas Oli é um artista e produtor que atua há anos no underground. Diretamente de Tocantins, A.K.A. Nuv, NVV, Blvck, Álamo, seu campo de atuação é diverso, e hoje entenderemos um pouco sobre essa mente "doente".





1- Lucas Oli, nos conte um pouco sobre você e sobre o NVV?

Lucas: Mesmo que pareça simples falar de si mesmo, eu não seria 100% honesto em simplificar tudo isso e também odeio rodeios.
Mas o Lucas é só uma criança que ama o que faz e luta pra manter acesa a sua chama, custe o que custar.
Tenho 26 anos de idade, nascido e criado em interior... Então sempre tive contato com a natureza toda a simplicidade das coisas.
O Nvv ou NUV (antigo nome) é só uma ideia, um lembrete, da busca incessante por um ideal que busco desde a infância por conta da ausência de referências familiares.
A verdade! Trabalhar lado à lado com a imaginação e usa-la como ferramenta pra construir algo "real" no meio de todo esse mar de incertezas.


2- Como você entrou no meio musical?

Lucas: Meu pai era um cara bastante antenado em música desde a sua infância, então meio que absorvi por osmose.
E eu sempre mexia nas coisas dele ou procurava saber o que era e o porquê ele escutava musicas diferentes. Quase sempre escondido dele.
Essa curiosidade só crescia, então eu vasculhava vinis, revistas, pesquisava bastante em livros, fóruns de internet...
Não demorou muito pra mim querer aprender um instrumento. Então aos 12/13 anos eu já tava decidido e corri atrás, economizei um pouco e pedi pra parcelar meu primeiro contra-baixo no cartão dele.
Daí pra frente eu fui cada vez mais fundo e de cabeça estudando tudo o que aparecia e me interessando mais e mais por toda cultura e história.
Eu amava o sentimento de estar em contato com a musica e só queria mais e mais. Logo comecei a tocar na igreja, onde fiquei alguns anos.
Depois que saí do ministério ingressei em bandas e fui aprendendo mais intrumentos, ingressando em novos projetos e conhecendo novas culturas e sub-culturas.
Já tinha tido bastante contato com o rap nas ruas antes de entender tudo isso, então já tava bem enraizado quando conheci todo esse movimento na internet. Tudo fez sentido e o leque se expandiu mais ainda.


3- Afinal, para você, o que é 667?

Lucas: 667 é complicado ein kkkk...
Mesmo sendo um cara extremamente cético a vida inteira, eu acredito que se você quer muito algo e pensar muito à respeito, canalizar e trabalhar bastante isso se torna real.
Pra mim, é apenas um símbolo que, novamente, funciona quase que como um lembrete pra que eu não me perca e alcance o almejado.

EP 667 (2024)


4- Como tem sido a receptividade do seu novo projeto "Blvck"?

Lucas: Cara, tem sido uma loucura misturar elementos "cabreros" e farofados em sons mais convencionais.
A receptividade tem ido além do que imaginei. Sempre me chamam de doente.


5- Você possui várias colaborações como produtor e interprete, dentre os artistas que você já trabalhou temos CHXEU, SEMDÓ, EROX, Magia Matrix, ChaoticHermit e muitos outros, como tem sido a experiência para você?

Lucas: Trabalhar com caras que estiveram lá no começo da cena ou acompanharam, é muito gratificante. Pois somos cabeças muito próximas apesar do distanciamento demográfico.
Mais gratificante ainda quando nós observamos que fazemos parte de algo importante na vida de muitas pessoas.
É de uma honra indescritível.



6- Quais são as suas influencias musicais?

Lucas: Gosto muito da sonoridade da banda TOOL e tudo o que faço tem uma pitadinha de influência desses caras. Mas não os tenho como referência. Nem sequer considero me espelhar em algum artista X ou Y.
Absorvo o que sinto sinceridade através do som e jaé.




7- Por que o símbolo "Ankh" está sempre tão presente no seu trabalho?

Lucas: Símbolos são mais impactantes e marcantes em todos os aspectos.
Desde muito novo eu gosto de trabalhar com metáforas e símbolos pela gama infinita de possibilidades pra se dar peso ou significado à algo.
O Ankh é só mais um desses símbolos que representa a morte do Lucas no equilíbrio adequado para o manifestar do Nvv, a arte, através do Lucas.


8- O que devemos esperar de seus projetos futuros?

Lucas: PESO E SINCERIDADE.




9- Conte-nos um pouco sobre "Eternal Trip In a Death Valley"

Lucas: Eternal Trip foi um improviso que produzi em live na twitch muitos anos atrás, inspirado em REZN, Liquify, Samsara Blues Experiment...
Como toquei em bandas de stoner durante muitos anos, sempre brisei nessas coisas mais simples e sutís do gênero e seus subs.
Riffs que entram facilmente na nossa mente, solinhos/arranjos que conversam contigo ao longo da música e muita matemática.
Futuramente pretendo lançar um EP ou Álbum de Stoner meio transcendental, psicodélico.
200% experimental.


10 -  Qual sua mensagem final para nós?

Lucas:
"Buscai e achareis."
VV


E esse foi o Lucas Oli meus amigos, nos contando um pouco de si e seu trabalho de qualidade incrível. Agradeço também ao Isaac Allef que conduziu a entrevista dessa vez (nosso novo braço esquerdo), e não deixe de conferir os trabalhos do Lucas, acesse os links abaixo.

ACESSE AS REDES:

SOUNDCLOUD: https://soundcloud.com/nvv667
SPOTIFY: https://open.spotify.com/intl-pt/artist/5zcE3WOBgmYrbFNOwt8qu8
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